Todos sabem que sou defensor do exercício físico como promotor de saúde e preventivo de diversas doenças. Praticado de forma adequada e sob orientação de profissional da educação física, todos as atividades físicas trazem benefícios para a saúde. As atividades na água são comumente procuradas devido ao seu baixo impacto,  ao alto gasto energético,  aos ganhos cardiorrespiratório e de massa muscular ,e na recuperação de lesões, mais atualmente pelo poder desinfetante da água clorada em relação ao  Covid-19.

Pensando nisto resolvi, toda segunda feira, abordar um tema relacionado a natação e hidroginástica como promotor de saúde, preventivo de doenças e recuperação de lesões.

 

Nesta primeira conversa veremos a opinião de alguns pesquisadores relacionado a Covid19 e as atividades físicas realizadas em ambiente aquático.

Inicialmente a prática de atividade física foi afetada devido ao receio de contágio pela Covid- 19.  Entretanto em estudo recente pesquisadores da China e Dinamarca demonstraram a sua importância para a prevenção da  doença. (Chen P, Mao L, Nassis GP. 2020). O estudo mostrou que, a redução drástica das atividades físicas diárias realizada nas piscinas na tentativa de reduzir a taxa de contágio, podem causar depressão rapidamente e, consequentemente, efeitos negativos nos sistemas nervoso central e imunológico, segundo Woods J, Hutchinson NT, Powers SK., et al. 2020.

 

A prática de natação e hidroginástica tendo como componentes prioritários a melhoria da capacidade aeróbia promovem incremento da aptidão cardiorrespiratória; longevidade; ajuda a combater algumas comorbidades como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardíacas graves; reduzir os efeitos nocivos associados à quarentena no cérebro e aumentar o sistema imunológico (Woods J, Hutchinson 2020).

 

Comorbidades como hipertensão, diabetes e obesidade não estão relacionadas somente a idosos, mas também a crianças e adolescentes. Lopera et al (2016) em estudo realizado com 67 crianças e adolescentes durante 16 semanas, divididos em três grupos de  acordo  com  a  idade  (G1  =  10 – 12;  G2  =  13 -15  e  G3  =  16 -18  anos), sem  a  presença  dos  pais, avaliaram as variáveis antropométricas,  composição  corporal  e  aptidão  física.  A  intervenção  de  exercícios  na  água, realizados  3 vezes  por  semana  com  duração  de 60  minutos a  cada  sessão  promoveu alterações  significativas  nas  variáveis: composição corporal e parâmetros antropométricos. Assim, concluíram que as atividades de 16 semanas com exercícios realizados na água foi eficiente na melhoria da composição corporal de crianças e adolescentes (Lopera et al., 2016).

 

Aproveito para deixar minha opinião a respeito da prática de atividade física em piscina, ao meu ver é o ambiente mais seguro pois o cloro age como anti desinfectante e o vírus não se propaga na água. Toda semana um tema novo, fique ligado ! Gostou, compartilhe, marque seus amigos

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